Diniz Klein, Estudante de Direito
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Diniz Klein

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"Um grande brasileiro é aquele que luta para derrubar a máfia republicana!"
Monarquista parlamentarista, escritor, pesquisador, graduando e amante do Direito, ativista social, desenhista, poeta, jornalista, totalmente contrário à máfia republicana, ao golpe de 1889. Tem profundo ódio a todas as formas de opressões baseadas no preconceito animalesco, tais como: homofobia, fanatismo religioso, racismo, xenofobia, misoginia. Votar é consentir com o vigarista Presidencialismo. Contra o voto de cabresto da fé e o aparelhamento do Estado pelas seitas. Amo livros, teatro, filmes. Tenho nojo de gente medíocre que não sabe ter ideias próprias. A favor de menos impostos e da valorização do empreendedorismo. Sonha em ver o Brasil um dia se tornar o Dragão das Américas, tão grande quanto pudermos ser, mas nossos mafiosos governantes internos e externos não nos deixam SER.

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 3 meses
Nem sei por onde começar a comentar, então vou começar do meio mesmo:

1) "Boa parte dos que estão ainda presos e igualmente dos que estão saindo, foram flagrados e condenados por ilícitos pequenos, sem gravidade." Essa afirmativa faz parecer que os egressos do sistema prisional menos periculosos ao sonhado recomeço são os que foram condenados por crimes de menor potencial ofensivo. Ledo engano. São justamente os "mini crimes", como diriam os americanos, os que na prática, INFERNIZAM o dia a dia das pessoas. Vou dar um exemplo: o sujeito matou o amante da ex-mulher por ciúmes. Crime gravíssimo. E sujeito perigoso, afinal, mostrou-se capaz de cometer o mais hediondo dos crimes: um homicídio por motivo fútil (ciúmes). Acontece, que esse pode ter sido seu único crime. E como o amante da ex-mulher não vai ressuscitar para poder ser morto novamente, é grande a probabilidade de que ele nunca mais venha a cometer outro crime. Mas o pequeno infrator, ladrão de galinhas contumaz, tombador de carteiras de velhinhos na rua, o que rouba acessórios de carros para vender por pequenas quantias. Não machucaram ninugém, mas deram um baita prejuízo a um cidadão inocente, trabalhador, que tem o que tem em razão de ter batalhado na vida. Só Deus sabe o sufoco que passou a família que ficou sem as galinhas, sem o dinheiro da aposentadoria de salário mínimo do velhinho, ou mesmo o profundo aborrecimento de quem teve seu carro tão duramente conquistado desfigurado por um meliante de crimes de "menor potencial ofensivo". Pergunte a qualquer dona de casa, qualquer uma, qual é a primeira indicação que uma faz à outra, ou a primeira pergunta, sobre as referências de uma candidata a secretária doméstica: "é de confiança" (com ponto final ou interrogação, conforme quem profere a frase). O que mais mata qualquer dona de casa de raiva é uma moça que rouba. Relevamos as que são desastradas e estragam as coisas, as que não cozinham tão bem assim, as que são péssimas passadeiras. Nós as valorizamos e valorizamos o seu trabalho, relevamos as limitações e nos contentamos em ter alguém que nos ajude e que, olha só, seja de confiança. Pois não nos matamos de trabalhar para adquirir nossas coisas para que qualquer um que seja se ache no direito de "pegar" por achar que "não nos fará falta". Não é questão de fazer falta. Às vezes até é, mas nem sempre. Então, esse é o grande motivo pelo qual é difícil o tal recomeço. Esse é o motivo pelo qual a maioria das empresas exigem antecedentes criminais e não contratam quem tenha sido condenado criminalmente. Ah, mas após certo período, "a ficha fica limpa" e é como se o sujeito voltasse a ser primário. Veja bem: o passar do tempo é o grande remédio que a tudo cura. Se com o passar do tempo a pessoa não reincidiu, então sim, é grande a probabilidade de estar de fato recuperado. O risco desse sujeito voltar a cometer ilícitos é o mesmo de qualquer um que nunca tenha cometido, vir a cometer um dia. Então, minha opinião é a seguinte: "preconceitos" à parte, deveria existir um sistema sólido de encorajamento do emprego ao egresso recente do sistema prisional, como o projeto "meu primeiro emprego", por exemplo. O particular precisa da ajuda do Estado para ajudar essas pessoas. Não podemos jogar esse fardo e essa pecha de "preconceituoso" pra cima do cidadão comum, que nada mais está fazendo senão proteger a si mesmo e à sua família ao máximo que pode, quando evita contato com pessoas de reputação nada ilibadas. É como o sistema bancário: podemos até pagar a dívida e limpar o nome, mas nosso SCORE (quem é da área vai entender), vai demorar um pouco para ficar bom. Precisamos pagar essa outra dívida que temos conosco: a recuperação da nossa credibilidade. E isso, cabe a nós, e não aos outros e só com o tempo, provaremos que somos merecedores. Sujeito foi condenado e cumpriu a pena, ok. Está com sua dívida social paga? Não. Está com sua dívida paga perante o Estado, mas perante a sociedade, ele ainda terá que batalhar para reconquistar a confiança da sociedade na pessoa dele. Sem ajuda, ele não conseguirá. Então, é melhor parar de acusar "a sociedade" de ser "preconceituosa" e começar a pensar em uma solução eficaz, como programas e parcerias público/privada para recolocação assistida desses elementos no mercado de trabalho, até que possam andar sozinhos, de cabeça erguida, finalmente. E eles devem ser preparados pra isso. Não se deve alimentar neles a frustração pelas mentiras deslavadas de que tudo será fácil na saída. Eles devem estar cientes e de espírito preparado para o fato de que eles ainda terão um longo caminho a percorrer até conquistarem (sim, isso é conquista pessoal) a posição de cidadão confiável e exemplar. E que devem levar isso a sério e que ao final, o sacrifício valerá à pena. Se eles se sentirem enganados e surpreendidos pelas dificuldades de recomeço, grandes são as chances de se rebelarem e voltar à criminalidade, o que, aliás, é o que mais acontece.

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